CYCLONE

Cartaz do filme CYCLONE

Opinião

Eu nunca tinha ouvido falar de Maria de Lourdes Castro Pontes, nem de Cyclone. Este longa conta que ela foi uma escritora que, no início do século 20, teimava em fazer aquilo que não pertencia ao mundo das mulheres: escrever, estudar, pensar, se posicionar, brilhar, ser dona do próprio destino, do próprio corpo.

CYCLONE, o nome do longa, é o apelido que Maria de Lourdes ganhou dos modernistas da Semana de Arte Moderna de 1922. A diretora Flávia Castro se inspira na história da Cyclone pra construir a personagem, que trabalha em uma tipografia no centro de São Paulo, consegue uma bolsa pra estudar teatro em Paris, mas tem o sonho destruído pelo patriarcado machista e hipócrita da época.

Quem faz Cyclone é Luiza Mariani, que inclusive já representou Cyclone no teatro. A diretora se inspira porque há poucos registros sobre ela, então há licenças poéticas de como desenhar este momento do ponto de vista feminino. Nos mais de 100 anos entre o começo do século 20 e a atualidade, a diretora usa elementos contemporâneos, como por exemplo a trilha sonora. O Teatro Municipal é cenário, também fazendo a ponte entre esses mundos: foi lá que aconteceu a Semana de Arte Moderna e foi lá também que aconteceu a pré-estreia do filme.

 

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